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  • Primeiro videoclipe do novo álbum do U2 vaza na internet

    Publicado no site Terra

    Da Redação

    "Já está circulando na internet o primeiro videoclipe oficial de uma das novas músicas do próximo álbum do U2. O vídeo é da faixa "Get on Your Boots", primeiro ‘single’ do álbum “No Line on the Horizon”.

    O novo disco chega às lojas nas próximas semanas. Na Irlanda o CD será lançado em 27 de fevereiro. Nos demais países o lançamento está agendado para 03 de março.

    O videoclipe vazou na internet durante o final de semana e chegou a ser veiculado no YouTube, porém os fãs terão que garimpar na internet, já que o arquivo foi retirado do ar. O videoclipe foi dirigido por Alex Courtes."


    Enquanto esperamos o lançamento oficial do videoclip, podemos coferir a lista de músicas e a capa do novo álbum No Line on The Horizon no site oficial da banda.

    50 anos do dia em que a música morreu

    Morte de Buddy Holly e Ritchie Valens faz 50 anos
    AP


    Acidente de avião em Iowa ocorreu em 02 de fevereiro de 1959, o "dia em que a música morreu".

    Faz 50 anos que um avião monomotor caiu em um campo coberto de neve em Iowa, matando instantaneamente três homens cujos nomes se tornariam cultuados na história do rock ‘n’ roll. As décadas que passaram não diminuíram a fascinação daquela noite de 2 de fevereiro de 1959 quando Buddy Holly, 22, J.P. “The Big Bopper” Richardson, 28, e Ritchie Valens, 17, se apresentaram em Clear Lake e então embarcaram no avião para um voo planejado de 300 milhas que durou só alguns minutos.

    “Foi realmente o primeiro marco do rock ‘n’ roll; a primeira morte”, disse o historiador de rock Jim Dawson, que escreveu alguns livros sobre a música daquela era. “Dizem que essas coisas vêm em três. Bem, todas as três aconteceram ao mesmo tempo”.

    Desde quarta-feira, milhares de pessoas se reunem na pequena cidade no norte de Iowa, onde os pioneiros do rock deram sua última performance. Elas foram ao Surf Ballroom para simpósios com os parentes dos três músicos, apresentações com ingressos esgotados e uma cerimônia em que o Hall da Fama do Rock and Roll classificará o edifício como o nono marco nacional.

    E todos vão discutir por que depois de tantos anos tantas pessoas ainda se preocupam com o que o compositor Don McLean notoriamente chamou de “o dia em que a música morreu”. “É o local da última performance desses três grandes artistas”, disse Terry Stewart, diretor-geral do Hall da Fama do Rock and Roll em Cleveland. “Merece ser fixado no tempo”.

    Clear Lake é um lugar incomum para uma peregrinação do rock ‘n’ roll – especialmente no inverno. A cidade resort que possui um lago homônimo tem dias de inverno em que o frio e o vento tornam a comunidade qualquer coisa, menos um destino turístico. O local da queda está em propriedade privada, a cinco milhas de distância de carro do centro e caminhada de um quilômetro a partir da estrada. O milho cresce em campos adjacentes durante o verão, mas no inverno eles ficam cobertos de neve e o caminho para o pequeno memorial geralmente tem gelo grosso. O memorial tem uma cruz pequena, uma fina guitarra de metal e discos, todos ornados com flores no verão.

    “É uma viagem muito mais agradável no verão”, explicou Jeff Nicholas, morador de longa data de Clear Lake que encabeça a diretoria do Surf Ballroom. “Mas no verão, você sente mais o que aconteceu”. Ninguém contabiliza o número de visitantes, mas os fãs fazem uma parada ao longo do ano e em alguns dias do verão os visitantes podem criar um tráfego intenso, estranho em um campo de milho.

    Stewart diz que as mortes ainda ressoam porque ocorreram em uma época em que o rock ‘n’ roll estava passando por uma transição de algum tipo. O som de Chuck Berry, Jerry Lee Lewis e Holly estava abrindo caminho para a Invasão Britânica de meados dos anos 1960. “A música estava modificando e mudando naquele momento”, afirmou ele. “O acidente colocou um ponto na mudança”.

    Todos os músicos influenciaram o rock and roll à sua maneira. A carreira de Holly foi curta, mas seu estilo vocal soluçado e o talento ao tocar guitarra e escrever músicas tiveram uma influência tremenda mais tarde. Os Beatles, que se formaram na época do acidente, estavam entre seus primeiros fãs e modelaram seu nome a exemplo da banda de Holly, The Crickets. As músicas famosas de Holly incluem "That'll Be The Day," "Peggy Sue" e "Maybe Baby."
    Richardson, “The Big Bopper”, geralmente é creditado como o criador do primeiro vídeo de música com sua performance gravada de “Chantilly Lace” em 1958, décadas antes da MTV. E Valens foi um dos primeiros músicos a aplicar a influência mexicana no rock ‘n’ roll. Ele gravou o grande hit “La Bamba” poucos meses antes do acidente.

    O avião saiu do aeroporto na cidade próxima de Mason City aproximadamente a uma da manhã em direção a Moorhead, Minnesota, com os músicos querendo fugir de uma cansativa e fria viagem de ônibus pelo norte do meio-oeste. Poucas horas depois, o avião demolido foi encontrado, amassado contra uma cerca de arame. Os investigadores acreditam que o piloto, que também morreu, ficou confuso na noite escura e com neve, e colidiu o avião no chão.
    A queda despertou uma onda de lamentos entre os fãs apaixonados, a maioria jovem, por todo o país. Doze anos depois, a queda foi imortalizada como “o dia em que a música morreu” na música de McLean de 1971, “American Pie”.

    Vonnie Amosson, que gerencia o hall dos Veteranos de Guerras Estrangeiras em Clear Lake, disse que desde que o avião caiu, a comunidade abraçou a tragédia. É uma sequência continuada de dólares de turismo, e a câmara de comércio da cidade estima que o evento deste ano, apelidado de “Os anos 50 em fevereiro”, vai gerar mais de 4 milhões de dólares para a economia de Clear Lake. “É meio triste o fato de que somos conhecidos por isso”, lamentou Amosson, “mas, em contrapartida, acho que todo esse fim de semana será um grande memorial e uma honra para eles”.

    Em parte por conta de seu papel na história do rock, o Surf Ballroom manteve seu visual de época, com uma pista de dança enorme, teto pintado como o céu e máquinas originais de fumaça em cada lado da sala. Dez banners de Buddy Holly estão alinhados na parede oposta do palco. O salão de baile com capacidade para 2.100 pessoas ainda traz muitos artistas nacionais e regionais, sendo que a maioria acrescenta seus nomes em uma parede dos bastidores que agora está cheia de desenhos e assinaturas. “É um lugar bem especial”, disse Nicholas, membro da diretoria da Surf. “Esse lugar parece exatamente como em 1959”.

    Vida de Raul Seixas vai virar documentário em 2009

    AE - Agência Estado


    SÃO PAULO - A vida de Raul Seixas vai virar documentário. Produzido por Alain Fresnot, de Família Vende Tudo, e seu sócio no projeto, Denis Feijão, o filme batizado O Início, O Fim e o Meio tem previsão para ser lançado no segundo semestre de 2009. A distribuição deverá ficar a cargo da empresa Paramount. O valor total da produção, aprovado pela Ancine para ser captado, é de R$ 2,5 milhões. Até o momento, já foram captados cerca de R$ 1 milhão.

    Queremos que ele fique pronto em agosto, quando completará 20 anos da morte do cantor, diz Feijão. Walter Carvalho, que fez a fotografia de filmes como Chega de Saudade e Carandiru, foi chamado para a direção. Ele se diz empolgado com o projeto. "É um convite irrecusável. Precisamos apenas coordenar a minha agenda com a de Fresnot. No final do ano, termino a montagem de Budapeste (filme baseado no livro homônimo de Chico Buarque) e, depois, começo a pensar no Raul", diz. Paulo Coelho foi chamado para fazer a narração, mas o escritor ainda não bateu o martelo. O documentário trará cenas raras de Raul em ação. Uma delas mostra o momento em que o cantor volta aos palcos depois de três anos sem fazer shows. Seu retorno, segundo Feijão, teria sido em Salvador, na Bahia, e contou com a participação do amigo e parceiro de composições Paulo Coelho cantando Sociedade Alternativa. O registro completo dessa histórica apresentação, feita de forma amadora pelo cantor Marcelo Nova, foi restaurado para o documentário. Um trecho de 1,5 minuto desta apresentação já está no YouTube. O documentário não terá atores nem cenas recriadas. Exceto por uma dramatização para reconstruir o período de Raul, na Bahia, quando cantava junto com o grupo Os Panteras. Parte das imagens virão dos arquivos das TVs e muito dos materiais inéditos virão do famoso 'Baú do Raul', objeto no qual o músico guardava boa parte de seus pertences, cadernos de escola, discos que ouvia e anotações. Atualmente, o baú está em poder de sua ex-esposa, Kika Seixas. Raul teria dito a ela para somente abri-lo após a sua morte. Parte desse material foi publicado em 2005 no livro O Baú do Raul Revirado (Ediouro), organizado pelo jornalista Silvio Essinger.

    As informações são do Jornal da Tarde.

    a bossa....

    FERNANDA EZABELLA - REUTERS

    SÃO PAULO - Nos 50 anos da bossa nova, apenas um nome faltava para completar as comemorações que se espalham pelo país. O cantor e violonista João Gilberto confirmou oito apresentações para este ano, a partir de junho, para celebrar o gênero que ajudou a fundar, com seu cantar meio falado, meio baixinho, e seu jeito novo de tocar violão.

    "João Gilberto não dá um show, dá um recital", diz Zuza Homem de Mello, crítico e historiador de música, explicando que o artista baiano de 76 anos está longe das parafernálias que os artistas usam em suas apresentações.

    De fato, basta um banquinho e um violão, praticamente sinônimos de bossa nova, para o cenário de um "recital" de João Gilberto.

    "Ele prescinde de tudo o que é efeito. Prescinde de tudo o que é necessário para mascarar a essência do espetáculo que é a música propriamente dita", continua Zuza, autor de "Folha Explica João Gilberto", em entrevista à Reuters. O deslumbramento de suas platéias sempre lotadas vem em grande parte das sutilezas e detalhes com que ele cria e recria, de forma obsessiva, canções que o acompanharam por toda sua carreira -- como "Doralice", "Corcovado", "Insensatez", "O Pato", "Samba de uma Nota Só".

    "Agora, isso só é percebido por quem está prestando completa atenção na apresentação dele ou no disco", disse. "Senão, a pessoa acha que é a mesma coisa. É sutil."

    O primeiro show do ano será em 22 de junho no Carnegie Hall, em Nova York.

    Depois, se apresenta nos dias 14 e 15 de agosto no Auditório Ibirapuera, em São Paulo; dia 24 de agosto, no Theatro Municipal do Rio; e dia 5 de setembro, no Teatro Castro Alves, em Salvador. Haverá ainda três shows no Japão.

    MELHOR NOTÍCIA DO ANO

    Para o crítico e produtor Nelson Motta, o anúncio dos shows "é a melhor notícia para a música brasileira neste ano".

    "Ele é um grande mestre, continua insuperável. Nesse gênero que ele inventou, ele é único, nunca houve nada melhor", disse Motta, autor de "Noites Tropicais".

    Apesar das diversas contribuições para o gênero que refinou a música popular brasileira, incluindo o maestro Tom Jobim e o poeta Vinicius de Moraes, nada superou a "grande novidade" que João Gilberto trouxe com seu samba sincopado no violão e jeito único de cantar.

    "Ele inventou um novo gênero musical. Não existe bossa nova sem a batida de violão do João Gilberto. Ele criou todo um mundo de possibilidades musicais", disse Motta.

    Para o especialista, a prova da genialidade de João Gilberto está nas regravações dos sucessos "Chega de Saudade" e "Desafinado" que ele fez em seu último disco de estúdio, "João Voz e Violão" (2000), que seriam muito superiores às suas primeiras versões, "sob todos os aspectos, incluindo voz".

    A fama de gênio vem junto com a de excêntrico. É perfeccionista nas gravações e shows, além de viver recluso no Rio de Janeiro, sem nunca dar entrevistas ou frequentar a cena musical da cidade. É como um ermitão, nas palavras de Zuza.

    SEMPRE VANGUARDA

    Embora solitário, João Gilberto mantém contato com os amigos por telefone, "e está perfeitamente ciente de tudo o que acontece, lê jornal, vê TV", contou Motta.

    Ambos os críticos são unânimes em elogiar também sua personalidade. Um doce de pessoa, gentil e delicado, segundo Zuza. Educado e divertido, para Motta.

    "O João Gilberto é uma das maiores celebridades da música no mundo que não tem a menor nesga de comportamento de celebridade. Ele vive monasticamente", disse Zuza.

    O ano de 1958 é considerado o marco inicial da bossa nova com o lançamento de discos fundamentais. Começava ali um movimento que consagria toda uma geração de músicos brasileiros, como Nara Leão, Carlos Lyra, Luizinho Eça, João Donato, Roberto Menescal, Baden Powell, etc.

    Foi naquele ano que Gilberto lançou dois compactos que inauguraram o movimento -- "Chega de Saudade"/"Bim Bom" e "Desafinado"/"Oba-la-lá" -- assim como o álbum "Canção do Amor Demais", com músicas de Jobim e Vinicius interpretadas por Elizeth Cardoso, que também trazia duas faixas com o violão de João.

    E, mesmo com 50 anos, os críticos acreditam que a bossa nova segue viva e ainda "emblema da música brasileira no exterior", segundo Zuza.

    "A vanguarda não envelhece", explicou o historiador, fazendo comparação com outros movimentos e artistas, como Mozart e Picasso.

    "O que é vanguarda naquele momento não deixa de ser vanguarda agora. O que deixa de ser é o que efetivamente não foi."

    Waters sobre Wright

    Caspeta! me emocionei, velho Roger!


    ROGER WATERS, do PINK FLOYD, fez a seguinte declaração a respeito do seu companheiro de banda/ tecladista Richard Wright, que morreu em 15 de setembro aos 65 anos, após uma batalha contra o câncer:

    "Eu fiquei muito triste em saber da morte prematura de Rick. Eu sabia que ele estava doente, mas o final veio de forma repentina e chocante. Meus sentimentos estão com a família dele, particularmente com (seus filhos) Jamie e Gala e com a mãe deles, Juliet, a quem eu conheci muito bem nos velhos dias, e sempre gostei e admirei muito."

    "Quanto ao homem e a seu trabalho, é difícil superar a importância da sua musicalidade no Pink Floyd dos anos 60 e 70. A sua intrigante influência do jazz, modulações e timbres tão familiares em 'Us and Them' e em 'Great Gig in the Sky,' o que deu a essas composições tanto sua extraordinariedade e humanidade e sua majestade, são onipresentes em todo o trabalho colaborativo que nós quatro realizamos naquela época. A percepção de Rick para as progressões harmônicas era nosso fundamento".

    "Eu me sinto extremamente grato pela oportunidade que o Live 8 me proporcionou ao me reunir com ele, com David (Gilmour) e com Nick (Mason) por uma última vez. Eu queria que tivessem havido mais vezes."

    Gilmour sobre Wright

    Da BBC Brasil:


    O guitarrista David Gilmour, da banda britânica Pink Floyd, prestou homenagem ao tecladista do grupo, Richard Wright, morto ontem, por sua "vitalidade, alegria e humor".

    Escrevendo no seu site, Gilmour disse que "nunca tinha tocado com alguém como" Wright.

    "Na minha opinião, todos os grandes momentos do Pink Floyd são aqueles em que ele está a pleno vapor", acrescentou Gilmour.

    Ele elogiou o talento de Wright como compositor, citando, por exemplo, duas faixas do álbum Dark Side of the Moon, de 1973, escritas por Wright.

    Wright foi um dos fundadores do grupo. Gilmour foi convidado a integrar o Pink Floyd em 1968, um ano após o lançamento do primeiro álbum do grupo, The Piper at the Gates of Dawn. Ele substituiu o guitarrista original do grupo, Syd Barrett.

    "Ninguém pode substituir Richard Wright - ele era meu parceiro musical e meu amigo", disse Gilmour.

    "Na confusão de discussões sobre quem ou o quê era o Pink Floyd, a enorme contribuição de Rick era freqüentemente esquecida".

    "Ele era suave, modesto e reservado, mas sua voz cheia de sentimento e seu jeito de tocar eram componentes vitais, mágicos, do som do Pink Floyd".

    Gilmour disse que a combinação de sua voz com a de Wright, somada à "telepatia musical" dos dois, floresceu pela primeira vez na faixa Echoes, que tomou todo o lado B do álbum Meddle, de 1971.

    Ele acrescentou: "Afinal, sem Us and Them e The Great Gig in the Sky - ambas compostas por Wright - o que seria de The Dark Side of the Moon?", pergunta.

    Este álbum, que fez da banda uma lenda do rock, ficou por mais de dez anos na parada de álbuns dos Estados Unidos.

    Wright conheceu os parceiros Roger Waters e Nick Mason, co-fundadores do Pink Floyd, na faculdade de arquitetura.

    Waters deixou a banda em 1981, depois de se desentender com o resto do grupo.

    Wright, junto com Gilmour e Mason, continuou a gravar e a fazer turnês com o Pink Floyd durante toda a década de 1980 e início da de 90.

    O Pink Floyd lançou seu último álbum de estúdio, The Division Bell, em 1994.

    Em 2005, a banda completa voltou ao palco - pela primeira vez depois de 24 anos - para o concerto Live 8, no Hyde Park, em Londres.

    W right também contribuiu com vocais e teclados para o álbum solo de Gilmour, On An Island, lançado em 2006, saindo em turnê com a banda de Gilmour pela Europa e Estados Unidos.

    A morte de Wright, aos 65 anos, foi anunciada por um porta-voz na segunda-feira.

    Segundo o porta-voz, o músico morreu após "uma batalha curta contra o câncer". O tipo de câncer não foi especificado.


    BBC Brasil

    Morre Richard Wright



    Do site TERRA:


    O tecladista Richard Wright, um dos integrantes da formação original do grupo britânico Pink Floyd, morreu de câncer nesta segunda-feira, aos 65 anos, anunciou seu porta-voz.

    "A família de Richard Wright, membro fundador do Pink Floyd, anuncia com grande pesar que Richard morreu hoje depois de uma breve batalha contra o câncer", afirmou a fonte.
    Wright contribuiu em composições de álbuns clássicos como o Dark Side of The Moon e Wish You Were Here.
    Único nascido em Londres entre os músicos do Pink Floyd, ele sempre optou em fazer de seus teclados um acessório suave, sem grandes efeitos, mas com uma grande base para toda a sonoridade que fez o grupo ficar conhecido.
    Ao longo dos anos, Wright participou ativamente das composições e processos de criação da banda, até que foi expulso em 1979, durante as gravações do disco The Wall, por desentendimentos com o baixista Roger Waters, que tinha assumido todo o controle.
    Neste meio tempo, embora tivesse participado de alguns concertos com o Pink Floyd, lançou um CD solo em 1978, chamado Wet Dream, e atuou em um grupo conhecido como Zee, gravando o disco Identity em 1984.
    O retorno ao Pink Floyd aconteceu em 1987, pouco antes do lançamento de A Momentary Lapse of Reason. Ele participou de toda a turnê promocional do álbum.
    Sua última contribuição ativa com a banda foi em The Division Bell, de 1995.
    AFP

    Releituras musicais

    Deve ser tentador pra quem toca, tocar seus ídolos. Mais tentador ainda deve ser querer ser, de alguma forma “parceiro” deste ídolo, ou, pior ainda, querer “contribuir” de alguma maneira em alguma canção. Sou um conservador - musicalmente falando - assumido. E me explico. Conheço pouquíssimos casos de regravações que funcionaram bem. Mas conheço inúmeros exemplos de infelicidade nestas tentativas de releituras. Acabo de ouvir no rádio uma gravação de Peito Vazio, do Cartola e Élton Medeiros, cantada por uma moça – não sei mesmo quem é – com uma bela voz, um bom piano e tudo o mais. Não quero dar razão ao antigo ministro, dizendo que algumas coisas são “imexíveis”, mas o que não se pode é deslocar a obra. Peito Vazio é de uma dor profunda, de uma singeleza e rusticidade elaborada que só o violão do Cartola pode contemplar.

    Não se pode desprover de sentimento uma obra como essa, deixá-la profilática como se fosse uma estante sem poeira e com belos quadros de parentes. Algumas coisas não precisam de verniz. Paulinho da viola só falta por gravata pra cantar “As rosas não falam”. E demorou anos até ter coragem de apresentá-la em público. Quando se escuta Paulinho da Viola tocando “As rosas...” se nota ainda o respeito, e o embargo na sua voz ao cantar. Celso Blues Boy também gravou “As Rosas...”. Fez uma versão blues, é claro. Ficou longe da original, mas não perdeu o sentido da música, não perdeu a dor e nem a emoção. Não foi polida a canção. Essa música foi gravada por um monte de gente. Fagner, Altemar Dutra, Alcione, Ney Matogrosso, Luciana Mello, Gal Costa, Nelson Gonçalves, Beth Carvalho e como a música é boa a Simone deve ter gravado pra deixá-la ruim do seu modo. Mas eu não ouvi, ainda bem.

    Vou voltar ao tema.
    Abraço, Gurizada!

    Cartola - Música para os olhos

    Cartola - Música para os olhos


    Como já falei sobre esse filme no PAUTA EXTRA, não quis colocar na parte de cinema, mas aqui ainda não consta nada de Cartola. Então vale o destaque pro documentário de Lírio Ferreira (que também fez o ótimo Árido Movie) sobre Angenor de Oliveira – Cartola. Depoimentos de parceiros, interpretações do próprio Cartola, seu cotidiano, processo criativo.

    Bom pra quem gosta de Cartola, pra quem gosta de música e pra quem gosta de história.. Este é um registro pequeno pra um grande filme. Vou voltara falar nisso. Na seção de vídeos ai embaixo, revezando com Jerry Lee, tem Cartola interpretando Peito Vazio no programa Ensaio da TV Cultura.

    ROCK GAÚCHO

    Nunca gostei muito da expressão “ROCK GAÚCHO”. Rock é rock. Há bons rocks, maus rocks. Seja ele de Porto Alegre, do Piauí, de São Paulo, Califórnia ou Londres.


    Assim como a música produzida no RS é música gaúcha. Seja o Wander Wildner ou o Noel Guarany.

    E nessa onda rotulante das músicas, lá pelas tantas se descobriu um gênero musical chamado “anos 80”. Isso não faz muito tempo.

    Eu sei que esses rótulos são, quem sabe, uma forma de catalogar as coisas de forma que fique mais fácil pra buscar na prateleira. Ou na hora de oferecer uma festa pra rapaziada. Mas é certo que se acha alguma uniformidade naquele som que vai além dos cortes de cabelo.

    E é claro que em 1980 já se tocava rock por aqui. Aliás, bem antes disso. Mas nesta década também tivemos nosso “boom”, na onda do rock nacional. Ou “brasileiro”, já que estamos segmentando. Apenas pra discutir, é bom que fique claro. E se pegarmos as coletâneas lançadas por aqui com grande recepção (rock garagem, porto alegre rock, etc) não encontramos a “sonoridade anos 80”. Nem mesmo o Rio Grande do Rock, produzido pelo selo PLUG, tem essa sonoridade.

    A saber, o selo PLUG nasceu da intenção de Tadeu Valério e Miguel Plopschi e divulgar novas bandas brasileiras. As bandas inclusas no LP acima foram Replicantes, Garotos da Rua, TNT, Engenheiros do Hawaii (única com disco lá lançado, à época, da turma) e Defalla. Também estavam nessa turma gente muito boa que não do RS, como Hojeriza (com H) e o grande trio Violeta de Outono. O selo nasceu com a RCA, depois na BMG perdeu o vigor. Leia-se investimento.

    A continuar